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Notícia - MUNICÍPIO DE AMAPÁ
MUNICÍPIO DE AMAPÁ



Data de Criação: Lei n.º 798 de 22 de outubro de 1901

Distância da capital: 302 Km

Limites: Norte: Calçoene; Sul: Pracuúba; Leste: Oceano Atlântico; Oeste: Calçoene.

Área do Município: 9163 KM²

População(IBGE 2000):

Total: 7121 habitantes - Homens: 3729 / Mulheres: 3392

Urbana: 5922 / Rural: 1199

Densidade Demográfica: 0,77 Habitantes por KM²;

Transporte: Rodoviário, fluvial e aéreo;

Comunidades principais: Amapá (sede), Base Aérea, Cruzeiro, Piquiá, Calafate, Amapá Grande, Vulcão do Norte, Ramudo,Vista Alegre, Santo Antonio, Sucuriju, Arquiçava e Paratu.

Como chegar: Acesso rodoviário: ônibus intermunicipal ou van
aéreo: Base Aérea do Amapá - aviões de médio porte.
Contatos com a prefeitura local: (96) 421-1532 / Fax: 421-1284.

Política

Prefeitura Municipal de Amapá
Endereço: Avenida Janary Nunes, núero 100
Telefone: (96) 421-1532

Eleitores: 4.854

Prefeito: RILDO ALAOR TEIXEIRA DA SILVA (PDT)
Vice: JOSÉ PENA AMANAJÁS NETO (PDT)

Vereadores (9):
NEY GIOVANNI DA COSTA SILVA (PT)
JOZIMAR DOS SANTOS SOUZA (PT)
ANTÔNIO VICENTE DA SILVA (PDT)
ROBSON PAULO DA SILVA MONTEIRO (PT)
ADANILSON FERREIRA VAZ (PPS)
CARLOS SAMPAIO DUARTE (PSB)
MARINÉLIO CORDEIRO MONTEIRO (PDT)
REGINALDO SALES FERREIRA (PPS)
ROSINALDO NEGRÃO MOREIRA (PP)

O município de Amapá foi criado em 22 de outubro de 1901 e sua história está ligada a questões litigiosas com a França que, durante algum tempo, reivindicou soberania sobre a área. Nos episódios diplomáticos e de enfrentamentos militares que culminaram com a conquista brasileira desse território em 1900, destacou-se a figura de Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, que por seus atos de bravura tornou-se figura heróica do Estado. O município dispõe de diferentes vocações produtivas, todavia, devido a sua riqueza em pastagens naturais, a principal base econômica é representada pela pecuária extensiva que, em relação ao Estado, concentra o maior rebanho.

Atrações turísticas

Festival da Gurijuba, de 26 a 30 de junho – evento de grande significado para a divulgação da pesca artesanal do município e de valorização do referido pescado como base de inúmeros pratos típicos.

Cachoeira Grande – distante 30 km da sede do município, esse atributo natural se apresenta como uma das grandes opções de lazer e entretenimento.

Estação ecológica das ilhas de Maracá e Jipioca - separada do continente pelo canal de Carapaporis, essa unidade de conservação dispõe de ambientes naturais típicos do litoral amapaense, como grandes áreas de manguezais e de campos inundáveis.

Base Aérea – testemunho da participação do Brasil nos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.

Ambientes lacustres – constituem cenários de rara beleza, incluindo a presença de lagos permanentes e temporários, densa rede de drenagem que é profundamente influenciada pelos regimes de chuvas regionais. Nesse ambiente, existe uma rica e diversificada fauna aquática.

Feira agropecuária – evento destinado à comercialização e divulgação da maior atividade econômica do município: a pecuária.


AMAPA - HISTORICO

A palavra Amapá é de origem indígena e vem da nação Nuaruaque, que habitava a região Norte do Brasil, na época do descobrimento.
O nome do Município de Amapá, assim como o do Estado do Amapá, originou-se de uma espécie de árvore brasileira ou amazônica chamada amapazeiro, que possui um tronco volumoso, um metro de diâmetro na base, casca espessa, por onde escorre um abundante leite branco: o leite de Amapá. Seus frutos, em formato de maçã, são bastante saborosos, entretanto, é na farmacopéia que o leite do Amapá tem maior aproveitabilidade. É utilizado para combater diversos males, dentre os quais a tuberculose e problemas gastrintestinais. Antigamente era exportado, embora em pequenas quantidades, até mesmo para o sul do país.

O município de Amapá, que fora capital do Território Federal do Amapá, foi criado pela lei n.º 798 de 22 de outubro de 1901.
A história deste município é farta em acontecimentos ligados à conquista de terras, cujos reflexos afetavam o povo da fronteira do extremo norte. Os conflitos acentuaram-se ainda mais a partir de 1894, quando se deu a descoberta de ouro em Calçoene. Este fato motivou ainda mais a presença de europeus e norte-americanos que se instalavam às cabeceiras do rio. Esses estrangeiros, principalmente caienenses passaram a dominar a região, agindo como verdadeiros senhores, perseguindo índios e escravizando mulheres.
Por outro lado, a instalação da zona de garimpo teve como consequência a desordem e o descontrole geral na área.

Não se pode esquecer que essa região ao Norte do Amapá foi contestada pelos franceses. Como consequência foi assinado o tratado provisional de 04/03/1700. Este tratado declarava neutra aquela área. Em 11 de abril de 1713, foi assinado o Tratado de Utrecht, que estabeleceu como fronteira o rio Oiapoque. Porém os franceses continuavam invadindo a área, principalmente por causa da descoberta de ouro. Sentiam-se e agiam como proprietários exclusivos da área, proibindo o acesso dos brasileiros à região das minas. Os brasileiros, em represália, mobilizaram-se para acabar com a audácia do governo francês no contestado, cujo representante era Eugênio Voissien. Em dezembro de 1894 foi criada, na vila do Amapá, uma junta de governo denominada Triunvirato, a qual era constituída por Francisco Xavier da Veiga Cabral, Cônego Domingos Maltez e Desidério Antonio Coelho. A junta recebeu a missão de elaborar e aplicar leis que envolvessem todos os assuntos de ordem econômica e social da região.

Os franceses não ficaram inertes. Numa demonstração de prepotência, nomeiam para governar Cunani um ex-escravo (Trajano), como forma de neutralizar a reação brasileira.
Trajano como governador, passa a desrespeitar as decisões do Triunvirato; perseguindo os mineiros brasileiros. Cabralzinho, autoridade máxima do Triunvirato determina á prisão de Trajano, impondo-lhe severos castigos físicos. Imediatamente, o governador de Caiena M. Charveim, ordena a uma expedição militar para libertar Trajano, que se encontrava preso na sede da administração (vila de Amapá).

No comando da expedição estava o capitão Lunier, acompanhado de 130 soldados, com destino à vila do Espírito Santo do Amapá para libertar o negro, prender Cabralzinho e conduzi-lo à Caiena. A época, a vila do Espírito Santo era o centro mais Importante.
No dia 15 de maio de 1845, as invasões francesas chegaram à vila e foram ao encontro de Cabralzinho. Este, ao ser agredido pelo capitão Lunier, desarma-o e consegue matá-lo. Após discussões e troca de tiros, a tropa de Cabralzinho fica sem munição, refugiando-se na mata.

Os franceses, ao invés de levarem Cabralzinho, promovem uma verdadeira chacina no local. Deixam muitos feridos, tocam fogo na vila e libertam Trajano. "O massacre que os franceses promoveram na vila do Amapá contra sua população humilde foi produto da violência, da dominação internacional pela posse da terra. E deu-se, exatamente, depois da descoberta de ouro na área do contestado (...) deixando um rastro de saques, incêndios e mortes de mulheres, velhos e crianças" (Raiol, 1992).

Para resolver o problema de limites e por fim às lutas que marcaram os brasileiros do extremo norte do Brasil, o diplomata brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior - o barão do Rio Branco - defendeu os direitos do Brasil, obtendo sentença favorável, por intermédio do juiz Walter Hauser.

Assim, em 1 de dezembro de 1900 foi assinado o Laudo Suíço, determinando que o rio Oiapoque serviria como fronteira entre o Brasil e a França. Encerram-se definitivamente as lutas pela posse das terras e Cabralzinho acabou tornando-se um herói no Amapá.
o Turismo: O município, cujo nome confunde-se com o do Estado, serviu de apoio aos americanos durante a Segunda Guerra Mundial, com a construção de uma base aérea. Base esta que se transformou em atração turística. Chamam atenção dos visitantes a cachoeira grande, a região dos lagos e as aves migratórias.
O local é farto em recursos naturais, onde se destacam a cassiterita e a tantalita.

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan

AMAPA - GEOGRAFIA

Aspectos Naturais

A fisiografia desse município destaca a contribuição parcial das bacias hidrográficas dos rios Araguari, Amapá Grande, Sucuriju dos Lagos , da Ilha de Maracá/Jipioca e a presença de três domínios naturais: domínio das áreas inundáveis, domínio da floresta densa de terra firme e domínio das áreas savaníticas.
Domínio das áreas inundáveis ocupando aproximadamente 5.793,13 km2. Nesse domínio, destacam-se os ambientes litorâneos, representados pelos manguezais e os ambientes de várzea, com predomínio dos campos inundáveis e lagos. Outras características desse domínio natural:

- flora graminóide dos campos inundáveis composta de espécies de alto valor forrageiro e elevada resistência natural, sendo, por conseguinte, o principal suporte da pecuária extensiva do município;

- riqueza de ambientes flúvio-lacustres que podem ser tomados como indicadores para a introdução de manejos de espécies silvestres;

- fauna flúvio-lacustre altamente especializada, destacando-se os estoques naturais de capivara, jacarés, aves migratórias e residentes, quelônios e peixes comerciais;

- planície inundável com solos eminentemente eutróficos;

- condição paisagística dos sistemas de lagos permanentes;

- presença de sítios de manguezais com freqüência de caranguejo;

- alta vulnerabilidade à erosão natural, à inundação pluvial e por marés, impedimentos à drenagem e susceptibilidade dos campos à seca.

Domínio da floresta densa de terra firme com uma área aproximada de 2.749,26 km2 que ocupa a maior porção do município. Nesse domínio, sobressaem as tipologias de floresta densa de baixos platôs e as submontanas, com predomínio da primeira. Outras características desse domínio natural:

- riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo) e frutíferas (piquiá, bacabas);

- baixa fertilidade natural dos solos.

Domínio das áreas savaníticas ocupando aproximadamente 661,11 km2. Corresponde ao cerrado, em sentido amplo, envolvendo tipologias cerrado/parque, arbóreo/arbustível e de florestas de galerias. Outras características desse domínio natural:

- relevo, em toda sua extensão, suave ondulado;

- base física do solo caracteristicamente latossólica;

- freqüência de espécies medicinais, tais como barbatimão, sucuúba, mendoca etc.;

- ocorrência de espécies frutíferas comestíveis, como mangaba, muruci e caju-do-campo;

- flora graminóide utilizada como base forrageira alternativa ou complementar para a pecuária local;

- susceptibilidade à seca;

- baixa fertilidade natural dos solos.

Outras condições particulares do município:

- presença de seqüências latossólicas/podzólicas, em relevo suave ondulado, indicadas para práticas agroflorestais;

- seqüências localizadas de relevo acidentado;

- águas exteriores com grandes estoques pesqueiros.

Localização: O município de Amapá, do ponto de vista geográfico, situa-se na parte nordeste do Estado do Amapá, com altitude de 8,64m (sede).

Limites: Faz limite com os municípios de: Calçoene, Pracuúba, Tartarugalzinho, Cutias e Macapá.

Divisão Política: Além da sede municipal, existem 12 túcleos populacionais consideráveis: Base Aérea, Cruzeiro, Piquiá, calafate, Amapá Grande dos Miras, Vulcão do Norte, Raimundo, Vista Alegre, Santo Antonio, Sucurijú, Araquiçava e Paratú.

Divisões Fisiográficas: Diversidade de árvores propícias uso medicinal e cosmético: andiroba, patuá, ucuuba, dentre as de grande valor comercial, principalmente no mercado estrangeiro.

A variada piscicultura natural tem atraído muitas indústrias pesqueiras, embora muitas delas atuem de forma clandestina e predatória. Do litoral banhado pelo oceano Atlântico, saem - quando da captura de gurijuba - uma infinidade de outros pescados.

Hidrografia: É banhado pelo oceano Atlântico, rio Amapá, Região dos Lagos, etc.

Clima: Quente e úmido.

Temperatura: Máxima de 34ºC e mínima de 20ºC .

Precipitação: As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, atingindo mais de 3000 mm. A estação das secas inicia no mês de setembro, indo até próximo do meio de dezembro, quando se registram temperaturas mais altas.

Economia: É um município predominantemente voltado ao sub-setor pecuário (setor primário), voltando suas maiorias expectativas de exploração para ele. Nada mais acertado. O município é privilegiado pela enorme concentração dos chamados campos inundáveis, ideais para o desenvolvimento do gado bubalino, que aliás vem gradativamente substituindo o rebanho bovino. O Amapá é, também por estas condições, o maior produtor de leite e queijo do Estado. Caracterizam também a economia do Amapá, a criação de suínos e equinos, a pesca artesanal das espécies gurijuba, pirarucu, uritinga, piracema, tucunaré, apaiari, branquinha, dentre outras. As culturas de mandioca, milho e arroz também são proemientes. Na costa do Amapá é pescado o camarão rosa, bastante procurado por seu sabor, tamanho e qualidade.

Os recursos minerais também ajudaram a fortalecer a economia de Amapá, notadamente a cassiterita e a tantalita. Do reino vegetal, algumas serrarias exploram madeiras como: andiroba e ucuúba. Há também em Amapá, algumas indústrias de panificação (padarias). No setor terciário: pequenos estabelecimentos (mercearias), boates e alguns bares fazem a vida comercial do município.

Atrações Turísticas: Tem como principal atrativo a Base Aérea - que também já foi chamada Museu da Segunda Guerra, por ter servido de apoio ao Exército e à Marinha Americana - e que está sendo transformada, de fato, em Museu da Segunda Guerra Mundial. No local ainda existem componentes remanescentes da segunda guerra, como torre de atracação de zepelins, paiol de munição, sucatas de um Jeep, trator e de um carro de bombeiros. Além destes atrativos, há ainda a cachoeira grande (que mesmo pertencendo ao município de Calçoene, fica próximo da cidade de Amapá). Na frente figura uma estátua em concreto do seu herói maior, o Cabralzinho.

Eventos Culturais: Todos os anos no mês de maio, realizam-se na sede do município, os festejos do divino Espírito Santo, padroeiro da cidade. Entretanto, um dos eventos mais importantes (economicamente) nesse município é a Agropesca -exposição feira-agropecuária, que ocorre no parque de exposições Tancredo Neves, onde comparecem criadores de quase todos os municípios, inclusive de outros Estados.

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan







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