| Santana |
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| Escrito por Alipio Junior |
| Ter, 02 de Setembro de 2008 09:06 |
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Data de Criação: Nº 7.639, de 17 de dezembro de 1987 Distância da capital: 12 km Limites: Norte: Porto Grande, Sul: Mazagão, Leste: Macapá e Rio Amazonas, Oeste: Porto Grande e Mazagão Área do Município: 1.593 KM² População(IBGE 2000): Total: 80.439 habitantes - Homens:40.328 / Mulheres: 40.111 Urbana: 75.849 / Rural: 7590 Densidade Demográfica: 50,49 Habitantes por KM²; Transporte: Rodoviário e fluvial Comunidades principais: Igarapé da Fortaleza, Igarapé do Lago e Ilha de Santana, Santana (sede).
Política Prefeitura Municipal de Santana Eleitores: 50.789 Prefeito: JOSÉ ANTONIO NOGUEIRA DE SOUSA (PT) Vereadores (9): LUIZ NUNES DE MELO (PPS)
Considerado o segundo maior centro sociopopulacional do Estado, Santana foi elevado à categoria de município em 17 de dezembro de 1987. Sua história de desenvolvimento está ligada diretamente ao desenvolvimento de Macapá da qual constituiu-se um dos principais pólos até a data de sua emancipação político-administrativa. Sua nova condição é marcada por crescente expansão urbano-comercial em muito potencializada pelos reflexos da Área de Livre Comércio. Enquanto maior centro portuário do Estado, ampliam-se as oportunidades desse município como ponto estratégico para o fortalecimento de todo o trânsito fluvial da região. Atrações turísticas
HISTORICO A história do município de Santana em muitos aspectos aproxima-se do que ocorrera com o município de Macapá, no sentido de que, quando o governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão (capitão-general Mendonça Furtado) fundou a vila de São José de Macapá no dia 4 de fevereiro de 1758. Prosseguiu viagem para a capitania de São José do rio Negro e deparou-se com a ilha de Santana, situada à margem esquerda do rio Amazonas, elevando-a à categoria de povoado. Os primeiros habitantes eram moradores de origem européia, principalmente portugueses, mestiços vindos do Pará e índios da nação tucujus. Estes últimos vindos de aldeamentos originários do rio Negro, chefiados por Francisco Portilho de Melo, que fugiam das autoridades fiscais paraenses, em decorrência de estarem atuando no comércio clandestino. Francisco Portilho de Melo foi o primeiro desbravador da ilha de Santana. Além de foragido da lei, era um escravocrata e, portanto, exigia respeito das tribos que dominava. Apesar de ser, por muito tempo, perseguido pelas autoridades lusitanas, Portilho recebia apoio dos mercados de Belém, logicamente interessados no tráfico de mão-de-obra nativa. Aproveitando-se disto - e da viagem de demarcação e estabelecimento da capitania do rio Negro, realizada por Mendonça Furtado (1758) - e, ao mesmo tempo, tentando melhorar sua imagem, resolveu cooperar com Mendonça Furtado (governador do Grão-Pará e Maranhão), dando-lhe informações preciosas sobre a Amazônia, que ele tão bem conhecia. Além da mão-de-obra barata que o governador necessitava para a construção da Fortaleza de São José de Macapá, os escravos serviriam para produzir alimentos necessários à manutenção da tropa. Caso contrário, teria de importar da Europa a custos altíssimos. Da sua aliança com Mendonça Furtado obteve o título de capitão e Diretor do povoado de Santana. Em troca, teria de remanejar aproximadamente quinhentos silvícolas, mais conhecidos por tucujus, que estavam, na época, sob sua guarda e chefia. Este fato provocou bastante insatisfação por parte dos índios, pois tiveram que se afastar de seus habitates natural e enfrentar condições bastante prejudiciais a sua vida e cultura. A partir da descoberta das jazidas de manganês em Serra do Navio pelo caboclo Mário Cruz e da consequente instalação da empresa ICOMI naquele local, no ano de 1956, Santana experimentou um crescimento populacional significativo. Foi o momento também em que teve início a construção da ferrovia Santana/Serra do Navio, com 194 Km de extensão. A principal finalidade era transportar os operários e escoar o carregamento de minério, em virtude da inviabilidade do transporte por via marítima com destino direto aos mercados interno e externo. Por se tratar de uma cidade portuária, foi construído um cais flutuante que acompanha o movimento das marés, pela sua profundidade e fácil navegabilidade, permitindo assim o acesso de navios cargueiros de grande porte. Foi construído o principal porto de embarque de pinho para exportação e desembarque de navios, contendo produtos importados. É também em Santana que se localiza o Distrito Industrial do Amapá, à margem esquerda do rio Matapi, afluente do rio Amazonas. Com a instalação da ICOMI, foi construído um cais em frente a ilha de Santana, gerando empregos, atraindo pessoas de várias partes do país e incentivando comércios e pequenas indústrias. Tudo isso objetivando, obviamente, fazer bons negócios e assim obter grandes lucros. Houve a criação de vilas e a ampliação da área urbana do povoado, que elevou-o à categoria de Distrito em 1981, pela lei n.º153/81-PMM. Seu primeiro Agente Distrital oficial foi Francisco Corrêa Nobre. Objetivando alojar o primeiro núcleo habitacional de trabalhadores, a ICOMI construiu, na década de 50, a Vila Amazonas. A empresa preparou toda a infra-estrutura de Saneamento básico de uma grande área no então Distrito, para oferecer melhores condições de moradia aos seus operários. Foram edificados um hospital, um clube recreativo, escola e supermercado. Na Vila até hoje esta é a única área do Município de Santana com rede de esgoto adequada. A população oriunda da área portuária se concentrou na área da Avenida Amazonas, atualmente Avenida Cláudio Lúcio Monteiro. Um segundo eixo, contrapondo-se ao inicial, formou-se por causa da ferrovia Santana/Serra do Navio e Rodovia Duque de Caxias. Nesses pontos, foi instalado o primeiro núcleo habitacional residencial, destinado exclusivamente aos trabalhadores do porto, denominado Vila Maia. A BRUMASA S/A, indústria de compensado ligada ao grupo CAEMI foi instalada na década de 60 em Santana, provocando a criação de outro porto para a cidade. O porto existente era exclusivo da empresa ICOMI, associada da empresa multinacional BETHLEHEM STEEL. O governo foi obrigado a remover o aglomerado da beira do cais, chamado de "Vila Confusão" ou "Vila Cutaca", acentuado a tendência de expansão ao longo do eixo norte. Esta vileta hoje se transformou no bairro Nova Brasília. Em 1991, os políticos amapaenses articularam junto ao Governo Federal a implantação da área de livre comércio de Macapá e Santana, no intuito de impedir que a economia do estado estagnasse. Por outro lado, a implantação da área de livre comércio de Macapá e Santana instigou o crescimento populacional de todo o Estado. O resultado deste superpovoamento provocou processo de urbanização desorganizada com conseqüentes problemas sociais. Santana vivência hoje uma das maiores concentrações de imigrantes do Estado. Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan
GEOGRAFIA Aspectos Naturais A fisiografia desse município destaca a participação das bacias hidrográficas dos rios Matapi, Vila Nova e da Ilha de Santana e a presença de três domínios naturais: domínio das áreas savaníticas, domínio das áreas inundáveis e domínio da floresta densa de terra firme. Domínio das áreas savaníticas ocupando uma área aproximada de 893,94 km2. Corresponde ao cerrado, em sentido amplo, envolvendo tipologias cerrado/parque, arbóreo/arbustível e de florestas de galerias. Outras características desse domínio natural:
Domínio das áreas inundáveis com uma área aproximada de 372,91 km2, que corresponde aos ambientes flúvio-lacustres, destacados pela presença de campos e florestas de várzea, em proporções equivalentes. Outras características desse domínio natural:
Domínio da floresta densa de terra firme com a menor porção do município, aproximadamente 332,85 km2. Em sua total extensão, envolve tipologias de floresta densa de baixos platôs. Outras características desse domínio natural:
Outras condições particulares do município:
Localização: O município de Santana localiza-se ao Sul do Estado do Amapá. Divisão Fisiográfica: Vegetação: nas terras do município predominam 5 tipos de vegetação: cerrado, floresta tropical densa, área alagada, floresta de várzea e tensão ecológica.
Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan |