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Pedra Branca do Amaparí PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alipio Junior   
Ter, 02 de Setembro de 2008 08:58

Data de Criação:

Distância da capital:

Limites: Norte: Oiapoque, Sul: Mazagão, Leste: Serra do Navio, Pracuúba, Ferreira Gomes e P. Grande, Oeste: Laranjal do Jari.

Área do Município: 9.495 KM²

População(IBGE 2000):

Total: 4.009 habitantes - Homens: 2.240 / Mulheres: 1.769

Urbana: 1.364 / Rural: 2.640

Densidade Demográfica: 0,42 Habitantes por KM²;

Transporte: Rodoviário e fluvial;

Comunidades principais: Abacate, Cachorrinho, Centro Novo, Cachaço, Jornal, Pedra Branca do Amapari (sede), Sete Ilhas, Tucano I e Tucano II


 

Política

Prefeitura Municipal de Pedra Branca do Amaparí
Endereço: Rua Francisco Brás, n 347, Centro
Telefone: (96) 322-1111

Eleitores: 2.672

Prefeito: MANOEL ALÍCIO DA SILVA SFAIR (PDT)
Vice: NILSON DE OLIVEIRA CALUF

Vereadores (9):
EVANDRO BRAZÃO FERNANDES (PSDB)
RODRIGO REIS MACIEL (PDT)
ISAIAS DA SILVA CARVALHO (PT)
CLÁUDIO MENDES (PP)
RAIMUNDO NONATO SOUZA MIRANDA (PSB)
FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS (PL)
EDMILSON GOMES COELHO(PL)
FRANCISCO LUIZ GOMES (PSSB)
WILLIAN ORANY SÁ E SILVA (PV)


 

O município de Pedra Branca do Amapari foi criado em 1º de maio de 1992 e tem suas origens ligadas à exploração de ouro pelos samaracás, tribo primitiva da Guiana Francesa. Mais recentemente, seu desenvolvimento esteve ligado à ferrovia Santana/Serra do Navio e à história de garimpagem no rio Cupixi. Outros aspectos ligados ao crescimento desse município situam-se na expansão de suas fronteiras agropecuárias e na própria ampliação da exploração mineral. A esse respeito, destaca-se o papel da Perimetral Norte, enquanto eixo de dinamização do município.

Atrações turísticas

Grandes áreas de florestas densas – todo o município tem como ambientação natural a floresta densa de terra firme.

Cachoeiras – várias cachoeiras pequenas desse município vêm sendo palco de aproveitamento ao lazer e entretenimento.

Serra de Tumucumaque – a porção mais a oeste do município abrange a Serra de Tumucumaque, um dos pontos mais altos do Estado.

Área indígena dos Waiãpi – totalmente demarcada, essa área indígena vem sendo objeto de grande atenção por organismos nacionais e estrangeiros ligados à proteção do índio.


 

HISTORICO

Em 1935, o pernambucano Joaquim Araújo, juntamente com alguns companheiros, aventuraram-se em uma canoa e remaram rio Araguari acima. Defrontando-se com a boca do rio, resolveram por ela entrar. No retorno, após 12 dias de viagem, parando somente no igarapé da Anta, depararam-se com um precioso metal. Haviam, pois, descoberto o ouro do Amapari.
No primeiro ano de trabalho (1836), Joaquim teve poucos concorrentes. Porém, no ano seguinte, cerca de 500 a 600 faiscadores exploraram o rio. Em 1938 o número de exploradores do minério no rio já chegava à casa de 5000 pessoas:

"Algumas pessoas buscando novos igarapés para extrair o ouro, outras caminhando para a local de extração dos que haviam chegado na frente, outras, por fim, apenas sugando o suor dos que trabalhavam, vendendo mercadorias a preços elevadíssimas. O Amapari chegou a ter a fama do Oiapoque e do Cassiparé. O ouro daí saía aos quilos, da igarapé dos índios, do William, do Jornal, da Santa Terezinha, da Água Clara, do Sucuriju, do Samaracá, do Eduardo, do panei e outros, por onde os minérios se distribuíam, levantando acampamentos de barracas sem higiene e sem conforto, porém, cheias de esperanças ambiciosas dos seus moradores." (Bastos, 1947).
Mas, em 1940, a produção decrescera e a maioria da população começou a se dispersar. A maior parte dos garimpeiros do Amapari seguiu para a Vila Nova, quando circulou a notícia que neste rio também aparecera ouro.
Por volta de 1946, descobre-se manganês no Amapá-território. Uma das maiores jazidas do minério do mundo, em plena selva amazônica, ou, mais especificamente, em Serra do Navio. Local de difícil acesso. Era preciso abrir caminhos para chegar até ele. A partir disso, contínuas foram as viagens de avião para avaliar a área. Um piloto avistou uma grande pedra no rio Amapari. Esta, por ser de tamanho bastante grande e de coloração branca, passou a ser o marco indicador da mina. Daí o nome Pedra Branca.
A outra versão para o nome Pedra Branca do Amapari,
advém da exploração do ouro pelos Samaracás, negros da Guiana Francesa, os quais, no intuito de demarcar os caminhos por onde haviam passado - tanto para orientar o seu trajeto, como o de outros interessados na atividade de garimpagem - utilizavam-se das pedras brancas dos rios.

Com a transformação do Território do Amapá em Estado-membro da União em 05 de outubro de 1988, foi eleito o primeiro governador do Estado - Anníbal Barcellos. Este, percebendo que as comunidades da bacia do Araguari, por estarem distantes de Macapá, ficavam sem os benefícios dos projetos e programas realizados no Estado, resolveu, através de um plebiscito, articulado junto à Assembléia Legislativa, criar o município de Pedra Branca. O que foi concretizado através da Lei no 008/92, de 10 de maio daquele ano. E em homenagem ao rio que banha a cidade, acrescentou-se o nome Amapari. O município, a partir de então, passou a chamar-se-ia Pedra Branca do Amapari

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan


 

GEOGRAFIA

Aspectos Naturais

A fisiografia desse município destaca a contribuição integral da bacia hidrográfica do rio Araguari e a presença de um domínio natural: domínio da floresta densa de terra firme.

Domínio da floresta densa de terra firme ocupando integralmente todo o município com uma área aproximada de 9.537,90 km2 . Em quase toda sua extensão, é destacado por tipologias floresta densa de baixos platôs. Outras características desse domínio natural:

- riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros, etc.); resiníferas (breus, jatobás); oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc); laticíferas (sorvas, maçarandubas); fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé); medicinais (amapá doce e amargo) e frutíferas (piquiá, bacabas);

- baixa fertilidade natural dos solos;

Outras condições particulares do município:

- presença de unidades geológicas com vocação mineral representadas pelas seqüências tipo Greenstone Belt com destaque para os depósitos de ferro e ouro e ocorrências de estanho e tântalo;

- riqueza de cachoeiras e corredeiras no rio Amapari;

- presença de terraços aluviais no rio Amapari;

- presença de seqüências latossólicas/podzólicas, em relevo suave ondulado, indicadas para práticas agroflorestais;

- seqüências localizadas de relevo acidentado.

Localização: O município de Pedra Branca do Amapari localiza-se na parte centro-oeste do Estado do Amapá. Sua altitude (sede) é de 75,95 m.

Limites: Limita-se com os seguintes municípios: Laranjal do Jari, Mazagão, Porto Grande, Serra do Navio, Oiapoque e Ferreira Gomes.

Divisão Política: Obedece a seguinte divisão: Pedra Branca do Amapari (sede), Cachorrinho, Centro Novo, Sete Ilhas, Cachaça, Tucano 1 e Tucano II.

Divisões Fisiográficas:

Vegetais: Nas terras do município predominam dois tipos de solos, o latossolo amarelo e o podízólio vermelho-amarelo. Esses solos são de baixa fertilidade natural e o seu uso para agricultura ou agropecuária, exige técnica intensiva de manejo.
Do ponto de vista do relevo, o município apresenta porções de áreas com dois níveis bastante ondulados ou montanhosos. A vegetação é representada basicamente por florestas tropicais densas, com presença de capoeiras.

Hidrografia: O município possui vários rios, igarapés e cachoeiras. Os mais importantes são: o rio Amapari, que se dirige ao oceano Atlântico e o rio Araguari, cuja importância se dá por dois motivos básicos. Primeiro, pela contribuição de suas águas à hidrelétrica do Paredão e, em segundo lugar, pela sua proximidade com o rio Amazonas, o que lhe dá um valor histórica, posto que foi, no passado, limite imposto por Napoleão Bonaparte entre o Brasil e a França.

Clima: Predomina o tipo tropical super úmido. A temperatura máxima é de 32ºC e a mínima gira em torno de 20ºC .
Economia: No setor primário pratica-se a criação de gado bovino, bubalino e suíno. A pesca de algumas espécies: trairão, tucunaré, pacu, etc. também ajudam a crescer a economia. Na agricultura plantam-se: arroz, milho, feijão, cupuaçu, abacaxi, laranja, banana, melancia, pupunha e mandioca. Esta última destaca-se entre as demais culturas, pois destina-se à fabricação de farinha de mandioca. Ingrediente básico na alimentação dos nortistas. No setor secundário destacam-se as serrarias, beneficiadoras de madeiras como acapu, maçaranduba, angelim, andiroba, dentre outras. Pelo setor terciário, respondem as mercearias, bares e boates. O funcionalismo público é, entretanto, de onde vem a maior contribuição para fazer circular a economia do município.

Atrações Turísticas: Os "cartões-postais" do município são a própria natureza: cachoeiras (em número de quatro), os igarapés e ainda a pesca esportiva do trairão e do curupeté.

Eventos Culturais: É comemorada em 01 de maio a criação do município. Evento que se junta aos festejos do mês de
junho, em louvor a São Pedro, padroeiro da cidade.

Saúde: Com relação à assistência médica, o município ainda é muito carente, dispondo de poucos centros de saúde.

Saneamento: As condições de saneamento e infra-estrutura são, também, bastante deficitárias. A água que a população consome é oriunda dos poços amazônicos e poucos se beneficiam do conforto da energia elétrica.
omunicação: A população comunica-se somente através do rádio e da televisão.
Educação: Embora existam escolas estaduais de ensino fundamental e médio, ainda há muito o que se fazer pela educação
do município.

Precipitação: As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, não chegando a atingir 3.000 mm. A estação das secas inicia no mês de setembro e se estende até meados de dezembro, quando sé registram temperaturas mais altas.

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan

 

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