| Oiapoque |
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| Escrito por Alipio Junior |
| Ter, 02 de Setembro de 2008 08:52 |
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Data de Criação: Nº 7.578, de 23 de maio de 1945 Distância da capital: 590 KM Limites: Norte: Oceano Atlântico, Sul: Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, Leste: Calçoene, Oeste: Laranjal do Jarí Área do Município: 22.625 KM² População(IBGE 2000): Total: 12.886 habitantes - Homens: 6.837 / Mulheres: 6.049 Urbana: 7.842 / Rural: 5.044 Densidade Demográfica: 0,56 Habitantes por KM²; Transporte: Aéreo, Rodoviário e fluvial; Comunidades principais: Sede, Clevelândia do Norte e Vila Velha do Cassiporé
Política Prefeitura Municipal de Oiapoque Eleitores: 10.489 Prefeito: MANOEL ALÍCIO DA SILVA SFAIR (PDT) Vereadores (9): Oiapoque foi elevado à categoria de município em 23 de maio de 1945 e tem uma importância estratégica para o País pela sua condição de guarda e proteção das fronteiras nacionais com a Guiana Francesa. O município dispõe de grandes áreas florestais, ambientes inundáveis e litorâneos, fazendo parte de seu território áreas indígenas e uma unidade de conservação: o Parque Nacional do Cabo Orange. Sua relação étnica envolve a presença de diferentes grupos indígenas, suas histórias de aculturação e integração social e, mais recentemente, participação direta nos destinos políticos do município. Atrações turísticas Parque Nacional do Cabo Orange – é formado por ambientes litorâneos e de várzea que expressam parte da hidrodinâmica costeira regional. Reserva Indígena do Uaçá – compartilhada pelas tribos Caripuna, Galibi e Palikur, é composta, em sua maior parte, por ambientes inundáveis. Festival do caju, no mês de outubro – alusivo às potencialidades do município quanto ao cultivo da referida fruta. Cachoeira de Grand Roche – distante poucos quilômetros da sede do município, constitui um dos pontos de referência do rio Oiapoque. Clevelândia do Norte – antiga Colônia Militar do Oiapoque, hoje base da 1a Companhia do 3o Batalhão de Fronteira, Clevelândia do Norte é envolvida de uma larga história sobre a guarda e proteção das fronteiras brasileira.
HISTÓRICO O vocábulo Oiapoque tem origem tupi e significa "casa dos Uayãpis" ou "casa dos guerreiros ou parentes".
Um tanto afastados da vida da cidade, mas nela convivendo pacificamente, ainda sobrevivem índios das tribos galibi, caripuna e palikur. Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan GEOGRAFIA Aspectos Naturais A fisiografia desse município destaca a contribuição parcial das bacias hidrográficas dos rios Oiapoque, Cassiporé e Uaçá e a presença de dois domínios naturais: o domínio da floresta densa de terra firme e o domínio das áreas inundáveis. Domínio da floresta densa de terra firme ocupa a maior porção do município com uma área aproximada de 18.206,23 km2. Outras características desse domínio: - presença de tipologias de floresta densa de baixos platôs e submontanas, com predomínio da primeira. - riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo) e frutíferas (piquiá, bacabas); - baixa fertilidade natural dos solos. Domínio das áreas inundáveis ocupa uma área aproximada de 4.462,20 km2. Nesse domínio, destacam-se os ambientes litorâneos, representados pelos manguezais e os ambientes de várzea, com predomínio dos campos inundáveis. Outras características desse domínio natural: - flora graminóide dos campos inundáveis composta de espécies de alto valor forrageiro e elevada resistência natural; - riqueza de ambientes flúvio-lacustres que podem ser tomados como indicadores para a introdução de manejo de espécies silvestres; - freqüência de essências econômicas da floresta de várzea, destacando-se açaí, seringueira, andiroba e buriti, dentre outras; - fauna flúvio-lacustre altamente especializada, destacando-se os estoques naturais de capivara, jacarés, aves migratórias e residentes, quelônios e peixes comerciais; - planície inundável com solos eminentemente eutróficos; - alta vulnerabilidade à erosão natural, à inundação pluvial e por marés, impedimentos à drenagem e susceptibilidade dos campos à seca. Outras condições particulares do município: - presença de seqüências latossólicas/podzólicas, em relevo suave ondulado, indicadas para práticas agroflorestais; - presença de unidades geológicas com vocação mineral representadas pelas seqüências tipo Greenstone Belt; - riqueza de cursos fluviais ricos em cachoeiras e corredeiras, destacando-se o médio e o alto curso do rio Oiapoque; - seqüências localizadas de relevo acidentado; - águas exteriores com grandes estoques pesqueiros. Localização: O município de Oiapoque situa-se na parte Norte do Brasil e do Estado do Amapá. Limites: Guiana Francesa; municípios de Calçoene, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari e Laranjal do Jari. Divisões Fisiográficas: O relevo do município é composto predominantemente por áreas de planícies. A vegetação compreende matas de terra firme; várzeas altas e baixas, que sofrem a influência direta dos períodos de cheia e vazante; campos com abundância de gramíneas (canarana) e matas litorâneas, que constituem os manguezais. Hidrografia: Bacia do Oiapoque pelos afluentes à margem direita. Este rio divide o Brasil da Guiana Francesa e corre de Oeste para o Norte, desaguando no oceano Atlântico. Clima: Quente úmido. Temperatura: A mínima é de 22ºC e a máxima de 34ºC . Precipitação: As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, chegando a atingir cerca de 3.000 mm. A estação seca vai de setembro a dezembro, mês em que se verifica temperatura mais alta. Economia: Sua renda concentra-se, quanto ao setor primário, principalmente na criação dos gados bovino, bubalino e suíno e na cultura da mandioca, laranja, milho, cana-de-açúcar e outros. No setor secundário, pode-se citar a extração de ouro. Como fonte complementar de renda, os recursos giram em torno do artesanato, incluindo-se desta forma a fabricação de luxuosas jóias em ouro. Aliás, as pedras preciosas também são um ponto importante na economia do município, a cassiterita é uma delas. No setor moveleiro dispõe de algumas serrarias. As indústrias de panificação ajudam a fomentar a economia, que o município já está se preparando para expandir. Um passo neste sentido é a exportação do cacau beneficiado, através da Associação Agroextrativista do Cassiporé para a França. Quanto ao setor terciário, possui pequenos estabelecimentos comerciais (mercearias), que se beneficiam do intercâmbio com Saint Georges (São Jorge -Caiena) e com a vila de Clevelândia, onde há bares, restaurantes, dentre outros. Turismo: Em 1943, ergueu-se neste município um monumento à pátria, indicativo do marco inicial do território brasileiro, onde figuram citações do hino nacional e uma placa indicativa com os dizeres: "Aqui Começa o Brasil". O Oiapoque tem ainda como atrações turísticas a Cachoeira Grande, a Vila Brasil, que fica na cabeceira do rio Oiapoque, o Parque Nacional do Cabo Orange e a Serra do Eventos Culturais: O município presta sua homenagem no mês de agosto, precisamente no dia 15, à Nossa Senhora das Graças, padroeira da cidade. A programação, como mandam os costumes, compreende os lados sagrado e profano: missa, arraial e procissão. No mês de outubro, festeja-se a Padroeira de Clevelândia do Norte, Nossa Senhora de Nazaré. Há além disto, as festas juninas, animadas com quadrilhas e desfiles de miss caipira, onde valem a criatividade e a imaginação Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan |