| Macapá |
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| Escrito por Alipio Junior |
| Ter, 02 de Setembro de 2008 08:48 |
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Data de Criação: Decreto lei Nº 6550, de 31 de maio de 1944 Limites: Norte: Cutias e Amapá, Sul: Santana, Leste: Rio Amazonas e Itaubal, Oeste: Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes Área do Município: 6533 KM² População(IBGE 2000): Total: 283.308 habitantes - Homens: 139.344 / Mulheres: 143.964 Urbana: 270.620 / Rural: 12.680 Densidade Demográfica: 43.36 Habitantes por KM²; Transporte: Aéreo, Rodoviário e fluvial; Comunidades principais: Bailique, Curiaú, Fazendinha, Macapá (sede) e São Joaquim.
Política Câmara Municipal de Macapá Eleitores: 193.515 Prefeito: JOÃO HENRIQUE RODRIGUES PIMENTEL (PT) Vereadores (9):
A história de Macapá remonta aos primórdios do século XVI, quando os navegadores portugueses, espanhóis, franceses e pouco mais ingleses eholandeses digladiavam-se pelo controle politico e comercial das terras do norte do Rio Amazonas. Atrações turísticas Monumento Marco Zero do Equador Area de Proteção Ambiental do Curiaú Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável Sambódromo Beira-Rio Trapiche Eliezer Levy Fortaleza de São José de Macapá.
HISTÓRICO O nome Macapá é uma variação de Maca-Paba, que na língua dos índios quer dizer estância doas Macabas ou lugar de abundância da bacaba. Bacaba, é um fruto gorduroso originário da "bacabeira", palmeira nativa da região, de onde se extrai um vinho de cor acizentada, típica e muito saboroso. Mas, antes de achar-se Macapá, o primeiro nome oficial dado a estas terras foi "ADELANTADO DE NUEVA ANDALUZIA" em 1.544 pelo então Rei da Espanha Carlos V, numa concessão a Francisco Orellana, navegador espanhol. No extremo norte do Brasil formou-se o primeiro núcleo de colonização portuguesa em 1.738, após sérios conflitos com os franceses de Caiena. Este primeiro núcleo pertencia a então província do Maranhão e Grão-Pará, cujo Governador João de Abreu Castelo Branco, enviou um destacamento militar para o local onde se encontra hoje a Fortaleza de São José de Macapá. Periodicamente, um destacamento substituía o outro e assim foi garantida a colonização desta região. Mas alertou ao rei de Portugal sobre a urgência de implementação de povoamento e fortificação da foz do Amazonas. Francisco Pedro Gurjão, seu sucessor, reiterou essas reivindicações. Apesar disto, o único mérito de D. João V, foi o de haver em 1748, oficialmente denominado a região de Província dos Tucuju ou Tucujulândia, mantendo, portanto, inalterada sua condição administrativa. Em 1.751, o Governador do Maranhão e Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado (irmão de Mârques de Pombal - ministro de D. José I), continuou a colonização trazendo alguns casais de colonos das Ilhas de Açores para a ocupação do povoado, com o objetivo de iniciar uma pequena povoação e construir barracos para servirem de alojamento aos soldados que viriam para Macapá. O povoado rapidamente progrediu, mas a insalubridade do local vem a ser um grave problema para os colonos. Em 1.752, alastra-se no povoado uma epidemia de cólera. A notícia chegou à Belém em 07 de março daquele mesmo ano. Inesperadamente, Mendonça Furtado aporta na povoação, trazendo, além de medicamentos, o único médico que havia na capital e consegue controlar a moléstia. A construção da Fortaleza de São José de Macapá e consequentemente a sua inauguração em 19 de março de 1.782, foi o marco definitivo na histórica Colonização de Macapá. Em sua volta, a vila foi-se expandindo e prosperando cada vez mais. A Fortaleza e a Vila, pelas suas posições geográficas, precisavam ser governadas por quem dispusesse de poderes amplos. E de Lisboa, começaram a ser nomeadas autoridades, denominadas de Governadores de Macapá. Entre outros, exerceram o cargo: Coronel Nuno de Ataíde Verona;Cel. João Wilkens; Cel. Manuel da Gama Lobo D'Almada; Sargento-Mor João Vasco Braum. Estes homens se distinguiram pelos trabalhos que executaram, pelas soluções que deram aos vários problemas que foram encontrados. O Pará, aderindo à Independência do Brasil em 15 de agosto de 1.823 em Macapá, efetuou-se a adesão sem retumbâncias particulares, aderindo oficialmente à 29 de agosto de 1.823, que de acordo com as normas adotadas em todo os municípios do Pará, organizou-se novo edílico, eliminando os portugueses. A notícia da eclosão desta revolta chega à Macapá, através do sub-comandante da Fortaleza de São José, Francisco Pereira brito, que se encontrava em Belém. A cabanagem, sendo um movimento reformista composto por mestiços, não conseguiu a adesão dos macapaenses, descendentes de antigos colonos portugueses (não miscigenados). O temor da perda de privilégios os levou a formar uma frente de reação aos cabanos com o apoio das Vilas de Gurupá, Monte Alegre, Santarém e Cametá. A luta entre cabanos e tropas imperiais intensificaram-se. Perseguidos no baixo-Amazonas, os cabanos refuguaram-se no Município de Macapá, nas ilhas de Santana e Vieirinha bem como na localidade de Furo de Beija-flor. Em 20 de dezembro de 1.835, foram atacados por tropas macapaenses e expulsos da região. Em 1.862, um novo panorama demostrava progresso. Macapá contava com 2.780 habitantes, dos quais 2.058 eram livres e 722 escravos. Sua população reclamava seus direitos de autonomia política. A partir da transformação do Amapá em Estado, atendendo preceitos da Constituição de 1.988, ocorreram substanciais mudanças em sua dinâmica espacial. O esgotamento das jazidas manganíferas, de fundamental importância para a economia do Estado, obrigou aos governos, tanto estaduais quanto federais, buscarem novas alternativas econômicas para o Amapá. O principal elemento dessa tomada de decisão foi a criação pelo Governo Federal, da área de livre comércio de Macapá e Santana em 1.991. A arte e a cultura é envolvida de muitas crenças e lendas. A pintura retrata os flagrantes do homem amazônida, monumentos históricos, lendas, personagens ilustres através de várias técnicas, inclusive a utilização de resinas naturais extraídas dos vegetais regionais. Na produção artesanal destaca-se a cerâmica revestida com manganês e titânico e as cestas, tipitis, peneiras que são feitas com fibras de cipós, de Guarumã do Buriti olho do Tucumanzeiro, junco, sisal e outros.
GEOGRAFIA Aspectos Naturais A fisiografia desse município destaca a participação das bacias hidrográficas dos rios: Matapi, Curiaú, Pedreira, Ipixuna, Macacoari, Gurijuba, Araguari e das Ilhas da Pedreira e Arquipélago do Bailique e a presença de três domínios naturais: Domínio das áreas inundáveis, Domínio das áreas savaníticas e Domínio da floresta de terra firme. Domínio das áreas inundáveis com uma área aproximada de 3.322,28 km2. Em seu conjunto é destacado pela presença de campos e florestas de várzea, em proporções equivalentes. Outras características desse domínio natural: - flora graminóide dos campos inundáveis composta de espécies de alto valor forrageiro e elevada resistência natural, sendo, por conseguinte, o principal suporte da pecuária extensiva do município; - riqueza de ambientes flúvio-lacustres que podem ser tomados como indicadores para a introdução de manejo de espécies silvestres; - fauna flúvio-lacustre altamente especializada, destacando-se os estoques naturais de capivara, jacarés, aves migratórias e residentes, quelônios e peixes comerciais; - planície inundável com solos eminentemente eutróficos; - freqüência de essências econômicas da floresta de várzea com destaque para a concentração de açaí, seringueira, murumuru e buriti, dentre outras; - alta vulnerabilidade à erosão natural, à inundação pluvial e por marés, impedimentos à drenagem e susceptibilidade dos campos à seca. Domínio das áreas savaníticas ocupando uma área aproximada de 1.700,71 km2. Corresponde ao cerrado, em sentido amplo, envolvendo tipologias cerrado/parque, arbóreo/arbustível e de florestas de galerias. Outras características desse domínio natural: - relevo, em toda sua extensão, suave ondulado; - base física do solo caracteristicamente latossólica; - freqüência de espécies medicinais, tais como barbatimão, sucuúba, mendoca etc.; - ocorrência de espécies frutíferas comestíveis, como mangaba, muruci e caju-do-campo; - flora graminóide utilizada como base forrageira alternativa ou complementar para a pecuária local; - susceptibilidade à seca; - baixa fertilidade natural dos solos. Domínio da floresta de terra firme com uma representatividade aproximada de 1.539,41 km2. Em sua total extensão, envolve tipologias de floresta densa de baixos platôs. Outras características desse domínio natural: - riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo), frutíferas (piquiá, bacabas); - baixa fertilidade natural dos solos. Outras condições particulares do município: - presença de seqüências latossólicas/podzólicas, em relevo suave ondulado, indicadas para práticas agroflorestais. Localização: O município de Macapá, localiza-se na região Sudeste do Estado, estendendo-se, da margem esquerda do Rio Amazonas ( entre os rios Pedreira, Matapi e litoral atlântico), até a nascente do Rio Maruanum. É cortado pela linha do Equador e sua altitude é de 16.48m (sede). Limites: Limita-se com os municípios de Santana, Itaubal, Porto Grande, Ferreira Gomes, Cutias e Amapá. Divisões fisiográficas: O relevo é de formação rochosa, com grande potencial turístico e pode ser verificado principalmente no percurso Macapá/Serra do Navio, trajeto que pode ser feito tanto por via rodoviária quanto ferroviária. Em ambos, o viajante tem a oportunidade de apreciar as belas paisagens amapaenses, formadas pelo contraste de cerrados e florestas, cortadas por vários rios e igarapés. Economia: Saúde: Comparado ao dos outros municípios, é bastante valorizado. A população conta com hospitais, pronto-socorros, postos médicos ( mantidos pelos governos do Estado e do Município), equipamentos modernos, além de clínicas e laboratórios da iniciativa privada com atendimento e aparelhos bastante sofisticados. Saneamento: Pelo menos nos centro urbanos, o saneamento básico está dentro dos níveis permitidos. Boa parte da população pode dispor de água potável e esgoto sanitário. Há energia elétrica, fornecida também pela companhia estatal para a maioria da população. Contudo, talvez porque não haja concorrência, os serviços ainda apresentam deficiências, principalmente no que tange ao fornecimento de energia. Com relação à pavimentação, centenas de ruas e avenidas da capital receberam o benefício. Entretanto, há ainda muitos pontos críticos que merecem ser saneados. Habitação: Nos centros urbanos, há predomínio de casas de alvenaria, enquanto que nas periferias a maioria é construída de madeira. Transporte: Há o rodoviário, constituído por empresas de ônibus, táxis, moto-táxis; ferroviário; marítimo e aéreo ( Aeroporto Internacional de Macapá). Comunicação: Correios, companhias telefônicas, emissoras de rádio, televisão, jornais e provedores de internet. Educação: Há diversas escolas públicas municipais e estaduais em Macapá, com o ensino que vai do pré-escolar ao nível médio, além de inúmeras escolas particulares. Quanto ao nível superior a cidade dispõe de sete centros: A Universidade Federal do Amapá - UNIFAP, propriedade do Governo Federal, CEAP, SEAMA, IESAP, FACULDADE ATUAL, FAMA, FAMAP, FATEC e IMES (particulares). Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan |