| Laranjal do Jarí |
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| Escrito por Alipio Junior |
| Ter, 02 de Setembro de 2008 08:47 |
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Data de Criação: nº 7.639, de 17 de dezembro de 1987 Distância da capital: 212 KM Limites: Norte: Guiana Francesa e Suriname, Sul: Vitoria do Jari, Leste: Mazagão, Pedra Branca do Amapari, Oeste: Almerim (Pará); Área do Município: 30. KM² População(IBGE 2000): Total: 28.515 habitantes - Homens: 14.694 / Mulheres: 13.821 Urbana: 26.792 / Rural: 1723 Densidade Demográfica: 0,91 Habitantes por KM²; Transporte: Aéreo, Rodoviário e fluvial; Comunidades principais:
Política Prefeiruta Municipal de Laranjal do Jarí Eleitores: 20.752 Prefeito: URICELIA MELO CARDOSO LOBO (PP) Vereadores (9): O Município de Laranjal do Jari foi criado em 17 de dezembro de 1987, tendo suas origens ligadas a episódios da história de colonização do rio Jari e, mais recentemente, às influências socioeconômicas decorrentes da implantação e funcionamento do Projeto Jari Florestal. Devido a isso, o município ainda hoje convive com situações contraditórias, ora se defrontando com a busca de nova identidade produtiva, ora com soluções de problemáticas estigmatizadas, traduzidas pelas precárias condições de vida das palafitas. Atrações turísticas Festival da castanha-do-brasil, de 06 a 07 de abril – evento recém criado, mas que já representa um dos acontecimentos de grande significado para o município, pois vem conseguindo chamar a atenção para a questão extrativa da castanha-do-brasil, particularmente, devido aos êxitos conseguidos a partir das mudanças promovidas no processo de comercialização desse produto natural. Cachoeira de Santo Antônio -com 28 metros de altura, essa cachoeira se constitui num dos belos monumentos naturais da Amazônia e, definitivamente, do Estado do Amapá. Parte da Reserva Extrativista do Rio Cajari – RESEX - aliada à oportunidade de conhecer amostras representativas de diferentes ambientes naturais da região, a RESEX também possibilita o conhecimento das estratégias de vida de uma população centrada no uso sustentável dos recursos naturais. Área indígena Waiãpi – a parte da referida área indígena pertencente a esse município é de difícil acesso. Todavia, cabe destacar sua importância para a manutenção e subsistência dessa população indígena.
HISTÓRICO O município de Laranjal do Jari foi criado pela lei federal n.º 7.639, de 17 de dezembro de 1987. Foi desmembrado do município de Mazagão e hoje é o maior de todos os municípios do Estado do Amapá. Fica a 212 Km da capital. Como se tratava de um projeto de grande porte, a empresa necessitava de bastante mão-de-obra. Motivados pelo afã nacionalista (década de 60) e visando melhores condições de vida, muitos trabalhadores dirigiram-se para lá. Boa parte foi contratada de forma temporária e indireta, por empreiteiras, que não lhes asseguravam os direitos trabalhistas. Dispensados pela Companhia, não dispunham de recursos nem para moradia, tampouco para retornar aos seus locais de origem. A maioria foi obrigada a viver às margens do rio, em palafitas, sem as mínimas condições de higiene e sobrevivência. Isto fez com que o Beiradão se tornasse conhecido como a maior favela fluvial do mundo e uma das mais pobres e violentas populações brasileiras. A prostituição também chegou a índices alarmantes. O projeto era grandioso, contudo, maior do que seu insucesso, foram suas consequências para uma população que Apesar de já haver ganho contornos de cidade, pois parte do centro urbano foi aterrado e asfaltado, tais como: boates substituídas por escolas e instalações de esgotos feitas na década de 80, a população do Laranjal do Jari ainda enfrenta problemas graves pela falta de saneamento básico (doenças); incêndios provocados por instalações elétricas precárias, principalmente devido ao aglomerado de palafitas, além das enchentes, que periodicamente deixam a cidade em situação calamitosa. Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan GEOGRAFIA A fisiografia desse município destaca a contribuição das bacias hidrográficas dos rios Jari e Cajari e a presença de um domínio natural: domínio da floresta densa de terra firme. Domínio da floresta densa de terra firme ocupando integralmente todo o município com uma área aproximada de 7.791,30 km2 . Em quase toda sua extensão, esse domínio é destacado por tipologias de floresta densa de baixos platôs. Outras características desse domínio natural: - riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo)e frutíferas (piquiá, bacabas); - baixa fertilidade natural dos solos; - maior área de distribuição da castanha-do-brasil no Estado. Outras condições particulares: - presença de unidades geológicas com vocação mineral representadas pelas seqüências tipo Greenstone Belt com destaque para a ocorrência de ouro; - riqueza de cachoeiras e corredeiras no médio e alto curso do rio Jari; - presença de terraços aluviais no alto curso do rio Jari; - presença de seqüências latossólicas/podzólicas, em relevo suave ondulado, indicadas para práticas agroflorestais; - seqüências localizadas de relevo acidentado. Localização: O município de Laranjal do Jari localiza-se na região sudoeste, à margem esquerda do rio Jari, que separa o Estado do Amapá do Estado do Pará. A altitude é de 50m (sede). Limites: Faz limite com os municípios de Vitória do Jari, Mazagão, Pedra Branca do Amapari e Oiapoque; com o estado do Pará e ainda com os países Suriname e Guiana Francesa. Divisão Política: Possui um distrito - Laranjal do Jari. Divisões Fisiográficas: O relevo na parte sul do município, caracteriza-se por uma faixa de planície amazônica, sujeita a inundações periódicas. A vegetação em toda a região norte possui florestas de galerias ao longo dos rios e florestas densas, apresentando algumas espécies de madeiras nobres, de excelente valor comercial, que garantem o potencial econômico da área. Ao sul, há grandes extensões de campos inundáveis. Hidrografia: O município é drenado pelo rio Jari e seus afluentes à margem esquerda e pelo rio Cajari à margem direita. Clima: Predomina o clima tropical chuvoso, com temperatura máxima de 32,6º C e mínima de 20ºC . Economia: No setor primário há a criação dos gados bovino e bubalino. Estes último, em maior proporção. Há os cultivos de arroz, abacaxi, banana, cupuaçu, feijão, laranja, milho, melancia e mandioca. No setor secundário, a extração e a fabricação de palmitos de açaí (Florida). Sobressai a extração da castanha do Brasil, voltada à fabricação de óleo comestível, hoje exportada para a Europa (França); algumas padarias e fábricas de tijolo que além de atender o alto consumo interno, exporta boa parte para o Estado do Pará. Também possui algumas movelarias que fabricam produtos de boa qualidade. No setor terciário o comércio é, indubitavelmente, fator importantíssimo para o desenvolvimento da região, além de vários bares, boates e alguns hotéis. Atrações Turísticas: O rio Jari possui diversas cachoeiras, mas a principal é a de Santo Antônio, considerada uma das mais belas do Brasil, muito visitada aos finais de semana. Eventos Culturais: os festejos em junho (dia 15/16) em louvor a Santo Antônio, padroeiro do lugar e ainda o festival da Castanha do Brasil, realizado pelas cooperativas, no mês de julho. Saúde: O setor saúde restringe-se a atendimentos de primeiros-socorros em postos de saúde. Os casos mais graves têm de ser encaminhados à capital Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan |
| última atualização em Ter, 02 de Setembro de 2008 08:48 |